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Teletema.

veu de noiva

Há muito não escrevia sobre um tema que mexeu tanto comigo no passado. Outro dia ouvindo no rádio de um táxi a música ‘Teletema’, fui teletransportado ao início dos anos 70, eu bem jovem saindo da adolescência e descobrindo o mundo.

Não sei se falo da música de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, se falo da Regininha numa interpretação mágica e acima do normal, ou se falo de ‘Véu de Noiva’, novela da TV Globo escrita por Janete Clair (onde a música era tema) que revolucionou os padrões da tele dramaturgia juntamente com ‘Beto Rockfeller’ que era da TV Tupi. Todos três temas são fascinantes, mas vou falar da música que é mágica encantadora e deslumbrante. Passados 46 anos é de uma atualidade que comove e sensibiliza.

O ideal agora seria ouvir a música com a Regininha, sua cantora original. Ao final da crônica você encontra o link da música te direcionando para o You Tube e a letra da música. Ouça agora!

Não sei como cada um lida ouvindo essa música as sensações a que você é remetido. Quem já conhece vai saber do que estou falando. Quem não conhece vai ouvir uma das músicas mais agradáveis de se escutar. A letra é sem dúvida abstrata, mas cai como uma luva. Na época nossos compositores se esmeravam em driblar a censura reinante e mandavam mensagens subliminares nas entrelinhas. Essa nem tanto, mas com certeza é uma letra de amor eterno.

Descendo do táxi, cheguei em casa e escutei a música ‘trocentas’ vezes, à exaustão e cada vez ficava mais feliz por existir uma música assim, cantada pela voz suave e aveludada da Regininha.

Ouça de novo!

https://www.youtube.com/watch?v=Heu8cJ7HIzY

 

Teletema (Antônio Adolfo/Tibério Gaspar):

Rumo, estrada turva, sou despedida
Por entre lenços brancos de partida
Em cada curva sem ter você vou mais só
Corro rompendo laços, abraços, beijos
Em cada passo é você quem vejo
No tele-espaço pousado em cores no além
Brando, corpo celeste, meta metade
Meu santuário, minha eternidade
Iluminando o meu caminho e fim
Dando a incerteza tão passageira
Nós viveremos uma vida inteira
Eternamente, somente os dois mais ninguém
Eu vou de sol a sol
Desfeito em cor, refeito em som
Perfeito em tanto amor

 

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