Sexo não faz parte das minhas prioridades.

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Sexo não faz parte das minhas prioridades.

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Conversando com uma amiga médica endocrinologista descobri muitas coisas interessantes. Como ela é minha amiga, e não é minha médica, o papo ficou bastante informal e instigante.

 

Para começar descobri que existe reposição hormonal masculina, através de injeções; processo parecido com o das mulheres, quando é feita uma análise e prepara-se a reposição de acordo com a necessidade de cada homem. Com isso o homem se sente mais disposto, mais bem humorado, com mais vitalidade, mais libido e menos depressivo, alcançando um equilíbrio que há muito já havia perdido. Por total falta de conhecimento e porque muitos homens não admitem que perderam a virilidade e a libido (mas sempre que precisam tomam um Viagra na hora H e com a reposição não precisariam mais), a reposição masculina passa despercebida e ao largo. Como a endocrinologia faz, entre outras coisas, um estudo e análise das glândulas, os endocrinologistas têm capacidade para avaliar melhor estas situações do que os urologistas e ginecologistas.

 

Vamos agora para o lado feminino. Fui logo questionando o título da nossa crônica. Por que, diferentemente dos homens, muitas mulheres se recolhem ou se fecham e ficam longos, ou longuíssimos, períodos sem sexo? Ela fitou meus olhos por alguns segundos, engoliu em seco e eu achei que tinha perguntado alguma bobagem.

 

Primeiro argumentou que não era um privilégio feminino, muitos homens também se fechavam, mas no caso masculino aconteceram grandes mudanças com o advento de remédios como o Viagra que atua contra a impotência aumentando a circulação de sangue no órgão genital masculino e outros que já existem há mais de 15 anos no mercado e revolucionaram por completo o quadro masculino.

 

Segundo ela argumentou que até certa idade e em mulheres jovens que ainda não fazem reposição e não gostam de sexo, casos mais raros (mas são muitos), ela recomenda que as pacientes procurem um terapeuta, que isso não é da área dela, porque a terapia pode ajudar a pessoa a reencontrar o sexo e suas energias prazerosas.

 

Terceiro, a libido, o humor,  a mente e os desejos femininos se dão de forma bem diferente dos homens, e ela tem certeza de que muitas preferem ficar sozinhas enquanto não aparece um parceiro, substituindo o sexo fortuito por masturbação e ‘brinquedinhos estimulantes’.

 

Como é boa médica, vem ultimamente se dedicando a leituras sobre o medicamento ADDYI, apelidado de Viagra feminino, recém aprovado pela FDA nos Estados Unidos. Ela acredita que, como ele vai atuar nas mulheres que tem libido baixa  além de atuar e regular os  níveis de neuro transmissores do humor, tem tudo para se tornar um grande auxílio assim como o Viagra masculino, mas prefere aguardar um pouco mais. Muitas pacientes que viajam têm lhe pedido receitas para o Viagra feminino, mas ela reluta em aviar. Mais ainda, a droga é indicada para mulheres que não chegaram à menopausa e no inicio de tudo estava classificado como um antidepressivo, como o laboratório percebeu nos testes que o ADDYI melhorava sensivelmente a libido e vontade das mulheres para o sexo eles mudaram a classificação. Portanto quando for lançado aqui será um medicamento controlado.

 

Já no caso das que fazem reposição hormonal, ela entende, sim, que houve melhora, porque a transformação se dá em conjunto, com a recuperação dos humores, com a vontade de viver e sair mais de casa, com o término da secura vaginal (que constrange muitas mulheres) e outros fatores. Lembrando sempre que deve haver acompanhamento médico constante, pois mudanças ocorrem e o tratamento hormonal tem que acompanhar e ser balanceado de acordo com as necessidades de cada indivíduo.

 

Finalizou dizendo que  Freud já tinha observado certos distúrbios femininos. O mesmo Freud já afirmara que o sexo faz parte de forma importante e abrangente da vida de todos, sem exceção, homens e mulheres.

 

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