Presente entediante.

A cidade cúmplice.
janeiro 10, 2019
O substituto.
março 19, 2019

Presente entediante.

O histórico é grande, muito já foi feito, algumas dezenas de anos se passaram e talvez eu não tenha me acostumado aos novos tempos (sem nostalgia, sem saudade, sem choro) do politicamente correto, da cerveja sem álcool, dos deletes e bloqueios, da agressão gratuita, das mulheres insensíveis e geladas, da falta do Stanislaw Ponte Preta, da Siri, da ciclovia que caiu 3 vezes, da internet burra e dos amigos que estão longe ou já se foram. Escrever é o que resta.

O mote e gatilho foi o filme do Erasmo que assisti na semana passada e me transportou aos anos 60 e 70. Apesar de terem sido anos de chumbo, muita coisa boa acontecia.

Hoje me pergunto onde estão as pessoas de verdade. Prefiro escrever sempre textos construtivos, não sou niilista nem iconoclasta, respeito valores e dogmas. Que cada um aproveite sua vida e viva da sua forma e jeito. Mas do meu lado não quero gente sacal nem azucrinante. Há espaço para todos, mas no meu quintal quero momentos agradáveis. É pedir muito?

Conheço gente mais jovem, mas como são chatos, sem noção, sem estofo. Que geração é essa que está surgindo? Geração dos memes e do ‘quero me matar’. Me pergunto por que é assim. Ora bolas, eu que me acostume ou me mude pra Lua.

Hoje sou um ser bem consciente, pé no chão, que se utiliza de algumas liberdades poéticas para poder fazer certas coisas que meus contemporâneos não fazem mais, dentro de limitações, é claro, que são impostas pelo tempo e pela idade. Talvez seja isso e esteja enxergando diferente.

Mas vamos em frente…

Facebook Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

//]]>