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O Cinema e o Streaming.

Tema amplamente discutido por aqui e por postagens de resenhas no Instagram deixa patente a ascensão das empresas de Streaming.

O mesmo fenômeno que aconteceu com o rádio e os jornais impressos que encolheram, se dará com o cinema. Mas como sabemos estas mídias não desaparecerão por completo.

O grande embate Cinema x Streaming, agora mais do que nunca, em que o mundo foi assolado pelo Corona Vírus parece que entra no round final com a consolidação do Streaming. Explicando melhor e voltando um pouco no tempo tínhamos o seguinte cenário. Os filmes eram lançados pelos grandes produtores de Hollywood e outros países exclusivamente em cinemas, depois o filme era disponibilizado em DVD/Blu Ray, depois iam para os canais de TV a cabo e finalmente para a televisão aberta. Hollywood e os cinemas dominavam por completo todo o processo desde produção, distribuição e exibição.

Em 1996 era fundada a Netflix que até 2006 fazia locação de vídeos com entrega e busca na casa do cliente. Em 2007/2008 com a ampliação e alcance da internet em mais lares, eles lançam um serviço que viria revolucionar o mercado de entretenimento de exibição de filmes, o Streaming. Neste início Hollywood não se importou muito, mas o serviço foi se aprimorando, ampliando a plataforma de assinantes e incluindo cada vez mais países. Era tudo muito prático, entrava-se pelo computador e podia se assistir muitos filmes, parar num ponto, continuar, retornar avançar ou rever uma cena que não ficasse bem clara Logo depois vieram as SmarTV (que na verdade tem um computador em seu interior) e finalmente acordos com grandes fabricantes já traziam a Netflix instalada em seus aparelhos em HQ, paralelo a isso tablets e smartphones ganhavam bandagem para poder receber o Streaming. Em 2012 a Netflix lança seus primeiros títulos originais exclusivos. Neste ponto a pedra dentro do sapato de Hollywood se tornava cada vez maior e o incomodo viria ser maior ainda quando os cinemas perdiam espaço com desaparecimento de muitas salas ao redor do planeta. Pensando bem era muito mais prático ficar em casa, no sofá confortável com sua pipoca a tiracolo assistindo filmes e documentários com preço fixo e barato sem ter que sair, enfrentar transito e outros incômodos para assistir um filme no cinema. Hoje com mais de 167 milhões de assinantes e presente em 190 países a gigante do Streaming ultrapassou Hollywood. Agora a melhor vantagem deles foi ter saído bem na frente num serviço impensável há 15 anos. Hoje todas empresas do Vale do Silício e produtores locais possuem serviço de Streaming, mas demoraram muito a enxergar o filão. O que Hollywood talvez não entenda, ou entende até demais, é que não queriam perder a hegemonia do processo. O Streaming redescobriu os seriados, mini séries, talk shows e documentários assim como reanimou atores, atrizes diretores e roteiristas que estavam esquecidos ou no limbo. O Streaming emprega mão de obra vastíssima em suas produções. Todos os países produzem localmente seus filmes e séries, dando emprego a toda cadeia de trabalhadores de cinema.

A reação de Hollywood não permitindo que os filmes lançados em Streaming podiam competir em festivais americanos e no Oscar não surtiu efeito e hoje grandes produções estão podendo concorrer aos prêmios.

Finalmente ontem a Apple anunciou a participação no novo filme de Martin Scorcese com Robert de Niro e Leonardo di Caprio, que alcança a cifra de 180 milhões de dólares (1 bilhão de reais).

Parabéns a todos nós que temos variedade e escolha, parabéns ao Cinema, presente desde sempre em nossas vidas e que não desaparecerá e parabéns ao Streaming que ainda percorre seus primeiros anos.

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