Revelação.
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O ato de conquistar.

shevschenko

            Namoramos um ano e meio. Foi bom, foi médio, mas eu quis terminar, achava que não tinha mais nada com ele, me sentia sufocada e que um ciclo havia terminado. Mas ele não me deixava, não parava de me procurar, eram telefonemas o dia todo, SMS, passava lá em baixo de casa e buzinava, eu morava no segundo andar, enviava flores. Ele não aceitava nosso término, eu queria seguir minha vida, respirar novos ares, tentar de novo.

            Persigo e insisto na felicidade, é tudo que eu quero. Quero tudo, quero um homem romântico, atencioso, bom de cama e, se possível, independente financeiramente. Enquanto namoramos, ele me tratou muito bem, mas alguns quesitos eram falhos; não era muito atencioso e não comparecia muito.

            Aqui, vou fazer uma interrupção para destacar três fatos nesta fala. Em primeiro lugar, a felicidade não se alcança, a felicidade é o momento vivido, são momentos. Em segundo, nunca vai achar o homem ideal, porque não existe o homem ideal, todos têm falhas, mas parece que a educação das mulheres como um todo é a eterna busca do homem perfeito e, se possível, de olhos azuis. No mundo atual as mulheres devem ser independentes, ter sua carreira, gostarem bastante de si, talvez assim mudem sua perspectiva em relação aos homens. Com exceção é claro das ‘graneiras’, que visam somente extorquir e tirar o que puderem dos homens, geralmente mais velhos. São verdadeiras predadoras financeiras. Finalmente, é muito difícil uma mulher errar quando ela termina; geralmente, é em definitivo, os homens não, às vezes voltam.

            Consegui, afinal e a duras penas, me desvencilhar dele e comecei um namoro com um antigo colega de trabalho. Estava bem e feliz e tudo fluía como num céu de brigadeiro. Meu ex continuava com as investidas, mas já não me perturbavam tanto como antes.

            Tudo ia bem com meu novo namorado até eu descobrir que ele usava drogas. Aquilo caiu feito uma bomba no meu colo. Sou totalmente contra drogas e fui educada desta forma. Entrei em estado de choque e terminei nosso relacionamento.

             Os homens parecem que tem faro! Alguns dias depois, indo para o trabalho, encontrei com o primeiro me esperando na porta para me oferecer uma carona. Ele insistiu tanto que acabei entrando no seu carro. O trânsito estava caótico e um percurso de 10 minutos levou 30. Era tudo o que ele queria – me bombardeou o tempo todo pedindo para voltar. Queria casar comigo, que eu me mudasse para sua casa e outras dezenas de propostas. Depois de dois meses, acabamos voltando a namorar e, seis meses depois, me mudei para sua casa. Casamos! Ele finalmente me conquistou, conseguiu.

            Estamos morando juntos há dez meses e se arrependimento matasse… Ele simplesmente não toma conhecimento de mim, somos dois estranhos, com vidas diferentes, morando na mesma casa. Parou de me tocar, não sei o que é isso há quatro meses e, quando o procuro na cama, ele se afasta. Nossos horários são diferentes e nos vemos pouco, e até este pouco parece sem fim. E nos fins de semana é um inferno.

            Porque ele insistiu tanto em voltar? Para casar? Só pra dizer que tem uma mulher? O que será que há por trás disto tudo? Ou foi só um ato de conquista por parte dele?

            Me conquistou e me esqueceu…

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