A vadia (Nunca fui santa)

Uma senhora respeitável.
setembro 6, 2013
Provedor desconhecido.
setembro 10, 2013

A vadia (Nunca fui santa)

ruiva

              Engrenava um homem atrás do outro, não dava tempo nem de poder dizer:  “estou sozinha”, eram como balas num pente, disparava o gatilho e outro já caía na agulha, ejetava os homens com uma enorme facilidade. Ia sempre com um pé na frente e outro atrás, tinha muito medo de se machucar. Já havia criado uma casca grossa e ficava só na superficialidade, e assim levava a vida.

             Era de uma família respeitada na sociedade. Não fazia nada, quer dizer, não trabalhava. Tinha dois filhos pequenos que davam algum trabalho e um ex que bancava tudo, fora o dinheiro disponível da família e de herança – dinheiro nunca foi problema. Mas à noite, tudo se transformava e lá ia ela para mais uma noitada, sempre regada a sexo, drogas e álcool. Ficava de dois a três dias com o mesmo homem, quando muito, fazendo um rodízio sem fim.

              Não era bonita, mas feia também não era, agradava e usava a sensualidade e o dinheiro para obter beleza. Era a alegria das vendedoras e gerentes das lojas fashion, consumir não era problema, consumia roupas e devorava homens.

              Um dia conheceu um cara que era igualzinho a ela e, depois de treparem a noite toda, o cara a dispensou como se descarta lixo. Sentiu na pele seu próprio veneno, ficou doida atrás do cara, que era casado. Não se conformou de levar um pontapé na bunda, prática que usava diariamente.                Entrou numa deprê profunda, mas, depois de três meses, voltou à carga. Está no DNA, está no sangue.

              As vendedoras voltaram a sorrir e os homens voltaram a ser detonados.

Facebook Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

//]]>