A tal da estabilidade (felicidade).

Relevante.
novembro 25, 2018
A cidade cúmplice.
janeiro 10, 2019

A tal da estabilidade (felicidade).

Uma sociedade, em tramites normais, é calcada no bem comum, na vida em grupo, no bem estar social e tudo de bom que possa se transferir aos cidadãos e cidadãs que vivem nesse mundo.

Milhões de pessoas no planeta vão construindo seus sonhos ao longo de uma vida que não é nada fácil, adquirem bens, imóveis, procuram expandir seus horizontes viajam e em determinado momento alcançam a tal da ‘estabilidade’ que não é só financeira, é emocional, é familiar é profissional e muitas outras estabilidades. (Claro, nem todos conseguem, alguns não alcançam a estabilidade, preciso ser didático apesar de estar escrevendo para leitores inteligentes. Assim fica melhor para os leitores que só prospectam e ficam apontando erros ou desacertos, mas quando acontecem acertos não se manifestam) Posto isto, faço uma segunda ressalva para os meus leitores atentos; tudo que escrevo serve tanto para homens como para mulheres (extraindo alguns textos que são específicos). Continuando quero deixar bem observado que esse texto que você está lendo agora se refere às mulheres.

Essa profissão de escrever abre muitas portas e cada vez mais (o que já se esperava, em função de mudanças que vem acontecendo ao longo dos últimos 40 anos no cenário de costumes e também profissional, que não cabe nesta crônica. Já escrevi sobre isso em inúmeras crônicas ao longo desses quase 6 anos de blog e mais de 400 cronicas publicadas) as mulheres vem avançando e chegando na tal da estabilidade. Em conversas formais e informais detectei que todas estão muito felizes por ter chegado nesse patamar com independência e com muita saúde ainda. Mas, (tirando todas que abandonaram a possibilidade de se relacionar com homens, que homem não é prioridade, nem pra ser amigo, nem pra nada, como se fizessem uma sessão de hipnose e se arrancasse de suas mentes qualquer tipo de relacionamento com homens) a grande maioria das ‘estabilizadas’ não conseguem resolver esta lacuna que chama-se, acompanhante, namorado, homem ou como quiser chamar, que elas querem mas ao mesmo tempo não querem. O nível de exigência é tão alto e seletivo que homem algum se enquadra no temperamento desejado. E o discurso de todas elas é idêntico: ‘Sou feliz, sou independente, filhos criados e bem de vida, céu de brigadeiro…mas quando se lembram que estão sozinhas bate aquela tristeza profunda e lancinante. A vida continua, elas são esperançosas mas sabem que vários motivos concorrem para que não se solucione esta questão: A idade avança, a seleção fica mais seletiva ainda, a acomodação numa vida de solteira se intensifica. Para que não restem dúvidas precisa ser dito e ficar claro que não estou falando de solidão elas tem vidas normais, muitas amigas (sozinhas também), muitos familiares, muitos amigos ao longo da vida. Estou repetindo e falando da idealização do homem que elas tanto querem e não conseguem.

Depois de muito tempo entendi que relacionamento amoroso é um quebra cabeças gigantesco com trocentas peças que precisam se encaixar e nem sempre se consegue. Entendo também que amor é troca, é admiração ao outro e principalmente ter um pouco de boa vontade, para que as coisas aconteçam o homem apareça e elas possam gritar com o volume bem alto…SOU FELIZ.

Facebook Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

//]]>